sexta-feira, 23 de dezembro de 2011

O Mundo É Um Moinho

Ainda é cedo, amor, mal começastes a conhecer a vida, já anuncias a hora de partida, sem saber mesmo o rumo que irás tomar. Preste atenção, querida, embora eu saiba que estás resolvida, em cada esquina cai um pouco tua vida, em pouco tempo não serás mais o que és. Ouça-me bem, amor, preste atenção o mundo é um moinho, Vai triturar teus sonhos tão mesquinhos, Vai reduzir as ilusões a pó. Preste atenção, querida, de cada amor tu herdarás só o cinismo, quando notares estás a beira do abismo, abismo que cavaste com os teus pés... 


Algumas descrições e fatos, quem mais além de Cartola pra explicar tão bem  a sequência de atos da juventude? Os meus atos, os meus erros... Tudo bem, eu sei que ainda é cedo, afinal, quem não sabe? E entendemos que muita água ainda deveria cair e que poderíamos crescer muito mais, ou nos acabarmos mais ainda, consequentemente temos que parar, não voltar, só parar. E mesmo sabendo, estamos ali, nos deparamos com mil direções, ou apenas duas, quem sabe uma, ainda assim sem saber qual seguir, ou se conseguiremos seguir...

Eu presto atenção sim, querido, e mesmo estando resolvida, o que eu penso ou quero não faz diferença nenhuma agora, porque de pouco em pouco eu fui deixando a minha vida, eu perdi e ganhei falsos e verdadeiros amigos, eu deixei de lado a vergonha na cara e desci o nível, fui superior e sábia por algumas vezes, prestativa ou inconveniente, e em pouquíssimo tempo eu realmente me tornei algo que não queria, e agora não posso deixar de ser...
 .
Agora eu entendo quando dizes "O Mundo É Um Moinho", triturando sonhos, apagando memórias, destruindo cada pouco de esperança que ainda restava nos corações. E todo o ideal de vida criado foi embora com meus antigos amores, que não me trazem nada bom, apenas recordações amargas, e a vontade de ficar sozinha pra sempre. Agora eu não tenho pra onde ir, mais um passo e eu vou cair, e pra trás há grades que não me deixam voltar, o que me resta mesmo é você, abismo que eu cavei com meus próprios pés, com meus erros, e com as minhas escolhas...

segunda-feira, 28 de novembro de 2011

Balinhas por todos os lados...

Eu vejo muita gente falando da sensação de estar tão feliz que poderia morrer agora, não sei o que é sentir isso há anos, e sabe-se la qual foi a última vez, acho que quando meu pai apareceu com um cavalo e disse que era meu, mas eu não poderia morrer naquela hora, muito pelo contrário, a única regra era viver, e não era nem opção, eu precisava viver pra ter aquilo, fugia de qualquer controle... 

Talvez seja isso, o que é intenso demais não pode ser controlado, só não confunda esse excesso de intensidade com a falta, o que a maioria das pessoas possui é carência de ter algo intenso, então trocam a verdadeira felicidade por qualquer coisa, e isso sim permite morrer agora. Isso permite morrer a qualquer hora, não vai fazer diferença mesmo, então se quiser morrer sinta-se a vontade!

Você é tão intensa quanto chupar uma bala de canela, no começo a língua arde um pouco, não muita coisa, algo suportável, quem te tens na boca faz cara feia no início mas depois se acostuma com o doce, que logo vai embora, diminuindo gradativamente. Alguns gostam muito de bala de canela, mas a bala não se importa. Depois que ela termina o gosto ainda fica, por um tempo mínimo, desaparecendo depois, e ainda quando tem mais de uma pessoa chupando a bala, termina mais rápido ainda...


Mas para certas pessoas na vida da gente evoluimos da bala de canela pro chicle kriptonita, sabe aqueles com ácido dentro? As vezes eles gelam, ou esquentam, você nunca sabe o que esperar... Sempre inicialmente doce e agradável, mas quando você morde ele libera um suco tão forte que te tira lágrima dos olhos...  Você faz cara feia e quer cuspir fora, se livrar logo daquilo, mas a sensação que você sabe que vai vir depois é maravilhosa demais pra você se livrar de algo um pouco ruim e não ter a recompensa depois, é lutando um pouquinho contra o ácido que você consegue o melhor depois. Você pode mastigar aquilo por dias que o chicle não termina nunca, o doce diminui, pode até desaparecer, mas nada que rolar no açúcar não resolva, aquilo é eterno...

E ainda outras são aquelas balinhas coloridinhas e frescas, uma delícia de doce, mas depois de trinta segundos você já mordeu e engoliu, e nem lembra que a teve, porque nem gosto ela deixa na boca. 

Bala vai ser sempre bala, até a de gengibre, que é tão forte que você mal consegue deixar na boca, termina, e após algumas horas o gosto some... Então BALINHA, não fique aí pensando que você é grande coisa, você é só uma balinha insignificante e docinha querendo ser chicle, aproveite enquanto pode, porque vai acabar, então você encontra outro trouxa pra querer seu pacote...




domingo, 23 de outubro de 2011

A minha eterna ressaca.

Sabe-se lá a intensidade dos acontecimentos da vida, algo que mudará todo seu cotidiano não é tão significativo quanto o seu namoradinho com outra na cama. Sua barriga crescendo e as estrias aparecendo ainda não são realidade, apenas vômitos esverdeados, seios inchados e a sensação de ressaca, quem dera fosse apenas uma ressaca, e com isso você já está fielmente acostumada...

E os olhares? Entendemos muito nos olhares, alguns doces, outros nem tanto, pra não dizer olhares de maldade, até me disseram pra usar uma fita vermelha como quebrante... Olhares frios, curiosos, indignados, de reprovação, a maioria de pena ou surpresa, remorso e inveja, ou só olhares, vazios e sem significado. Olhares de medo, de quem quer lhe dizer algo e não encontra palavras, dizem porquê é conveniente dizer, ou porquê querem perguntar, não porque realmente se importam. Olhares fortes e tranquilizadores, como quem te diz "não seja boba, vai dar tudo certo e nós estaremos aqui", esses me fazem tão forte que eu faria os doze trabalhos de Hércules.

O que eu sinto? Nada, apenas náuseas, algumas vezes raiva... Mas o meu maior medo é o tamanho da minha barriga na minha formatura. E todo mundo (menos eu) sabe que estou pensando em coisas fúteis pra não ter que cair na realidade, porque eu não gosto dela, e das pessoas que vivem nela. Eu gosto dos sorrisos dela, só. Posso falar deles? São os mais complexos, difíceis, mas ainda assim posso entender quando verdadeiros ou não, eu só gosto das pessoas sorrindo pra mim e pensando "que maravilhoso ela vai ser mãe", toda a expressão de luz daquelas bocas e olhares sendo direcionados a nós, de gente que não nos conhece, mas ainda assim desejam apenas o bem.

Não precisa me dizer nada se você não sente, não quero agrados ou privilégios, apenas ignore o fato, faça que não sabe, eu escuto a sua voz forçada, a intonação entrega. Essas intonações, adoro as irônicas e dissimuladas, elas melhoram o meu dia, me divirto rindo da falsidade de vocês... Ah, e não preciso das suas piadas, mas se quiser fazer alguma, cá estou eu, sem necessidade de me crucificar pelas costas.


Não me falta o sol da manhã, só falta você acordar pras janelas se abrirem pra mim, e o vento brincar no quintal embalando as flores do jardim, balançando as cores no varal... A casa é sua, por que não chega agora? Até o teto tá de ponta-cabeça, porque você demora... A casa é sua, por que não chega logo? Nem o prego aguenta mais o peso desse relógio!

segunda-feira, 3 de outubro de 2011

Já esqueceu?

Até parece que você não lembra de toda a dor de cabeça e encheção de saco, menina... Esqueceu das lágrimas nos olhos e do ódio no coração? Esqueceu da sensação de cabeças no meio fio, chutes na costelas, olhos perfurados ou arrancados das órbitas? Não te recordas do enforcamento e asfixia? O que era pra ser vida só lembra a morte, estar preso em algum lugar escuro e fechado, que você quer sair e quem sabe se vai conseguir, e as vezes até tenta voltar... Porque pode ser aconchegante a parte macia do caixão.  

Então, fique com meu beijo e tchau, foi mal...

sábado, 24 de setembro de 2011

Sempre assim

Ta vendo o ponto que cheguei? Ta vendo o ponto que me permiti chegar por não ter você? Não quero te culpar, mas você é a justificativa pros meus dias de depressão, pras minhas choradeiras e bebedeiras...

Um abraço e um sorriso, uma preocupação, uma noite, um nascer do sol, o céu é só uma promessa pra tudo que poderíamos viver, o abraço agora não significa mais nada, e a noite então, o que é a noite? Nem sei o que a noite significa... O céu não é nada agora...

É um negro amor, aquele amor que se ama sem sentido, talvez tenha sentido se vc ainda estivesse aqui... Sob seus pés o céu também rachou, rachou meu céu, não tenho céu, nem cobertores, os tapetes voaram, e não tem mais nada negro amor, ou talvez tenha tudo, pelo  menos pra mim...

"Esqueça os mortos eles não levantam mais",  quem me dera levantasse, só por um minuto pra matar a saudade, diz isso quem nunca perdeu ninguém, ou quem está tão conformado por ter perdido, ou só acredita nisso...

Não tem mais nada? Não... Nada concreto, mas ainda acredito que em algumas madrugadas você venha passar comigo, pra mim não ter mais ninguém, só você...

Queeeeeeeem me dera ter só você, eu queria só você...

Vamos passear nos tiroteios e dançar nos cemitérios, colher flores dos asfaltos, e vamos duvidar do certo, e namorar na luz do polo petroquimico, navegar em navios fantasmas, sempre juntos, e se faltar calor a gente esquenta, se ficar pequeno a gente aumenta, e se não for possível a gente tenta, e se faltar vento a gente inventa, vamos esquecer o dia da semana, tem que ser agora, pra sempre... Vamos remar contra a corrente, se for impossível, se não for importante, mesmo assim a gente tenta...

E eu vou tentar sempre... Te amo, pra sempre...

domingo, 18 de setembro de 2011


A podridão dos glutões, beberrões, aproveitadores, golpes, traição, morte, sedução, tudo tem conseqüência após a morte, tão reais quanto em vida, caridade e determinação são os únicos investimentos dignos, e quem tiver sabedoria receberá com juros... Bárbaro, criminoso, juiz, fazendeiro, caçador, letrado, jovem, velho, o resultado é o mesmo, um dia tudo volta... 

A Era Dos Dragões

quarta-feira, 14 de setembro de 2011

Rebelde Sem Causa?

Essas aulas de psicologia mexem demais com a minha cabeça, quando não saio chorando, saio odiando alguém ou amando demais alguma coisa, mas sempre trazem à tona inúmeras lembranças nada agradáveis de recordar.

Hoje pensei muito na minha mãe, na minha adolescência, e em todas as frustrações que ela trouxe pra essa fase da minha vida. Ainda sinto o mesmo ódio daquela época, talvez não tão forte, mas muito mais consciente. Sinto mais ódio pela hipocrisia da relação que ela se esforçava em estabelecer entre nós, talvez por amor, ou apenas por obrigação. A confiança tão almejada não passava de faixada, para posteriormente afirmar pra si mesma que a parte dela foi feita. As vezes que fui motivo de chacota pela sua boca, os segredos meus revelados, e você me cobra confiança e cumplicidade...

É cruel uma adolescente não poder confiar na própria mãe, é cruel a falta de compreensão: "Converse comigo, desabafe, conte-me as coisas" ela dizia, mas mais cruel ainda são as respostas que sempre obtive, que não eram simples críticas ou repreensão, eram olhares de raiva e frases de desprezo... Nenhum conselho, nenhum abraço, apenas castigos...

Você não pode mais exercer poder sobre mim, eu cresci e tenho minha cabeça agora, e eu não vou ceder se você também não fizer o mesmo, eu preciso de você, e preciso que me entenda. Não há necessidade de revelar minhas intimidades, não abra meus diários, não queira descobrir, espere eu te contar. Não me queira só pra ti, talvez eu cometa os mesmos erros que os seus, ou quem sabe alguns a mais, mas nada que diga ou faça irá evitar, não da forma com que você diz, não me proíba de nada, me acompanhe, eu sei que você pode. Me elogie quando eu acertar, dizer que não passa da minha obrigação me deixa frustrada. Gritar comigo apenas me revolta mais, e eu odeio as suas regras, não compreendo-as. Você nunca impôs limites, porquê agora? Se sou madura para agir como você quer, porque ainda me trata como crianças sobre as coisas que eu quero?

segunda-feira, 5 de setembro de 2011

Talvez seja mesmo como a chuva...

Acordei com o barulho da chuva e a sensação de liberdade, fiquei pensando por alguns minutos qual me deixava mais feliz. Mas os dois se completam, correr na chuva, pular nas possas, sentir os pingos frios no seu rosto em uma tarde quente, ou só tirar a língua para fora e sentir o gosto dessa água pura... É isso, falta pureza, falta a mesma pureza dessa água límpida... Falta a transparência.

Liberdade não é estar só, liberdade é poder ser você mesmo, é correr o mundo inteiro, e depois ter pra quem voltar, alguém que vai te abraçar e dizer 'como é bom te ver', e depois te incentivar a fugir novamente. Liberdade é falar o que se pensa, e poder aceitar críticas das pessoas que você permite que te critiquem, pois são livres pra isso.

Eu gosto da chuva, ela cai e se levanta, e cai de novo, ela corre pra mananciais, rios e lagos, encontra os seus, pra sumir novamente, e depois voltar, corre pra águas puras e cristalinas, e pra águas escuras e poluídas. Isso não lembra algo?


Eu amo ser chuva... .

sexta-feira, 2 de setembro de 2011

Estou assim: uma mocinha.

A minha vontade é te ligar, pra contar o quanto gosto de você. E te pedir em namoro. E me declarar. Falar palavras lindas, frases perfeitas, poéticas, sensíveis. Mas não! Eu sou uma mocinha. E mocinhas só se declaram depois de um mês de namoro. Ou depois que o garoto fala que gosta delas. Dessa vez vai ser assim. Chega. E se você não desistir mesmo com todo esse teatro que eu estou fazendo. Vai ser a prova de que eu precisava pra saber que você realmente vale a pena.”


Tati Bernardi

domingo, 28 de agosto de 2011

Mil coisas.

Eu teria mil coisas pra compartilhar com você, mil coisas a apender e mil coisas a ensinar. Mil coisas a viver. mil coisas a sentir. E se ao acaso eu possuisse essa oportunidade, eu jamais faria algo parecido a hoje, e a qualquer outro dia, eu choraria pra você não chorar, sentiria dor pra você não ter que sentir, seguraria seu rosto e daria um belo sorriso caso ele fosse transmitido a você, caso te deixasse feliz, sentaria ao seu lado caso você quisesse só ficar sentado. Eu sei ser pior, mas pra ti, daria meu melhor, daria todas as flores e luzes do mundo, daria todo o amor que coubesse no universo, e o principal, apoiaria em toda decisão que tomasse, e sendo essa considerada errada, conversaria, não humilharia, como é feito sempre pra você.

Você não percebe? Sempre dizem que o amor cega as pessoas, e eu queria ser aquela que poderia abrir seus olhos e te mostrar toda a realidade que você escolheu por livre e espontanea vontade, não porque ainda quero você pra mim, o que eu quero se quer faz diferença, mas pra mostrar o fundo do poço em que você está. Acredita mesmo que isso tem um significado? Um sentido? Eu temo pelos teus sentimentos e queria sempre isento de sofrimento.

Eu sofro quando você sofre, e eu choro quando você chora, eu tremo quando você treme, e quando você fica mal, eu quero sugar todo o teu sentimento ruim pra mim. Porque eu fico bem quando você ta bem, e eu tenho medo quando você tem medo, mas quando estou contigo, você me transmite confiança, e eu iria a uma guerra com essa certeza que você me passa.

Adoro seu rosto de menino e seus olhos claros, seu jeito bobo e o sorriso sincero, adoro teus abraços fortes, e te digo, esperaria mil anos pra ter você junto comigo!

sexta-feira, 26 de agosto de 2011

São certas coisas...



Não seja contraditório, não dê desculpas esfarrapadas, isso soa como mentiras, e eu vou saber quando você mente, eu sempre sei, mas sempre fui muito boa em enganar a mim mesma, ou simplesmente ignorar os fatos, é, ignorá-los tem sido muito fácil nesses últimos anos. Não tente me mostrar nada também, pra aguçar meus ciúmes e minha raiva, eu vou saber quando ter ciúmes, e antes disso, vou saber a hora exata de controlá-los, e também de largá-los, e se eu achar que não vale a pena, eu nem vou esquentar a cabeça com isso.

Eu posso encher a cara e chorar por horas a fio, sair e ficar com a primeira pessoa interessante que aparecer na minha frente, fumar uma carteira de cigarros em uma hora, posso ouvir um rock pesado com frases de efeito, ou simplesmente ficar trancada no meu mundo, ouvindo as minhas músicas depressivas e pensando em como é bom ficar ao teu lado. Mas hoje eu não quero isso, não me pergunte o que quero porque não saberei responder, mas eu sei exatamente o que eu não quero, e eu não quero você na minha vida.

Mas apesar de tudo, o mundo insiste em dar trezentas e sessenta e cinco voltas e acabar sempre no mesmo lugar. Porém, quem me conhece sabe da minha teimosia, e não vai ser alguns encontros e desencontros que vão me deixar pra baixo. Pro inferno vocês!




Tem coisa que eu deixo passar. Não vale a pena. Tem gente que não vale a dor de cabeça. Tem coisa que não vale uma gastrite nervosa. Entende isso? Não vale. Não vale dor alguma, sacrifício algum.

Cazuza


quarta-feira, 24 de agosto de 2011

Apesar dos apesares.


É extremamente fácil jogar na cara todos os erros que nós cometemos, o nós em si já foi um grande erro. Lutamos contra algo que não era pra ser, espera... nessa parte eu não posso te incluir, você se quer lutou... Apenas seguiu levando a vida como dava, aceitando tudo que lhe era imposto, baixando a cabeça e diminuindo o ritmo pra qualquer obstáculo. Criou expectativas, e com elas, um infinito de mentiras que até agora escuto sua voz as pronunciando, ecoam na minha cabeça juntamente com as palavras "você é uma idiota".

Não ter um ápice era incrível, sempre possuímos problemas a resolver e coisas a esconder, me tornei tão sua que também queria você completamente pra mim, não apenas em partes. Talvez por momentos tenha se entregado totalmente, mas na maioria deles, eu era apenas o step, aquela pra quem você ligava quando as coisas iam de mal a pior, o colo que consola nas horas de solidão e desespero. Quantas horas já passamos juntos nas madrugadas? Quantas noites passamos em claro ao celular? E as vezes que choramos? E agora escutar suas frases frias, cutucões em feridas e fingir que está tudo bem. Não está tudo bem pra mim, nunca esteve, me deixei envolver com alguém que nunca me levou a sério e só precisava de uma aventura pra fugir de um cotidiano chato, de certezas e discussões. Eu tentei por várias vezes me colocar no seu lugar, ah o que é isso, eu estive no seu lugar, e por incrível que pareça eu escolhi a você, mandei embora rosas e chocolates, e você nem sabe.

Não preciso ser hipócrita, sei exatamente o que
eu disse, e só tenho isso pra lhe falar: As pessoas mudam de idéia, sabia? Mas você lembra tudo que disse e fez? Então não quero que me julgue por estar te odiando agora, você mesmo disse que meu peso era pena, e isso me faz pensar que o que foi tão intenso, na verdade não passou de uma brincadeira insignificante...
Não devia ter vindo atrás quando eu pedi pra não vir, e, nem me ligado pra tentar falar algumas palavras de pena, devia ter esquecido o meu email e o endereço da minha casa, não devia nem ter chego perto de mim quando eu consegui me afastar, e muito menos ter me pedido aquele abraço... :\

Hoje, foi o topo da decepção, porque eu me dei conta do que eu realmente fui pra você, nada! Antes eu ainda acreditava que podia significar alguma coisa.

Lembra dessa? "Quando quiser lembrar de mim ouça essa música, no fundo desse poço achei algo que vale a pena"
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sábado, 20 de agosto de 2011

Flor da pele


Como se a intensidade das coisas dependessem do tempo que elas duram... À flor da pele, é sempre assim, arrancando cabelos e roendo unhas no segundo dia a partir daquele... Idealizando objetivos e vidas, criando expectativas, que naquele momento dariam extremamente certo.

Qual parte do incrivelmente incrível você não entende? Qual a dificuldade do se entregar totalmente e desenfreadamente para tudo aquilo que você quer? Se mudar de idéia amanhã, tudo bem, sofremos metamorfoses mesmo... É incrivel sim, querer as coisas como se o mundo fosse acabar e aquilo fosse pra sempre, morrer de amores e suspiros, consumir-se na raiva pra logo em seguida estar com seu coração na paz mais profunda, dançar como se fosse a última noite, aproveitar o ápice da vida, que é encontrado todo dia.

É tão intenso que quando encosta dá choque, adoro levar choques... (:


segunda-feira, 15 de agosto de 2011

Pequenas ausências



As roupas guardadas em seu armário, as cartas e recordações dentro de alguma gaveta, quem sabe porque ninguém tenha coragem de movimentar um dedo pra mudar a sua presença, o perfume usado sobre a penteadeira, o travesseiro querendo guardar o cheiro, que já sumiu há muito. O celular ainda ligado, os recados melancólicos, e a esperança, que alguns já perderam... Para outros o esquecimento, revolta e raiva, indiferença. E ainda mais para alguns, a intensidade de tudo que se sente é multiplicado, vezes mil, vezes um milhão. Mas o que eu mais odeio, a ausência...

Desde quando não somos imortais? Desde quando temos o luxo de abandonar todos que nos amam pra ter esse descanso eterno? Desde quando podemos morrer? Pessoas e sonhos são deixados para trás. Planos são desfeitos, corações dilacerados, e cada pequena ausência é uma eternidade...


sexta-feira, 12 de agosto de 2011

:\

É muito fácil sentir saudade, é muito fácil deitar a cabeça no travesseiro esperando o próximo nascer do sol, é muito fácil só lembrar de você com saudade, é só facil tudo isso... Díficil mesmo é suportar estar sem, díficil é imaginar um abraço amigo sem poder ter, díficil é pensar que já faz um ano sem você por perto, é só difícil... Saudade Nenê ;\


segunda-feira, 8 de agosto de 2011

Eternamente

Em cada amanhecer, juntamente com o sol, surge o emaranhado de lembranças que você deixou. Os pingos de chuva não se igualam as lágrimas que a sua ausência trás nos olhos. Ainda quando penso em você sinto o frio na barriga, sinto o braço arrepiar, e sinto vontade de sorrir, mas essa vontade logo passa quando a realidade bate na minha cara dizendo que você não vai voltar. Gosto de falar de você, mas algumas vezes parece que as pessoas não gostam de me ouvir, queria alguém que sentasse um dia pra escutar tudo que eu tenho pra contar de ti, da gente, do que aconteceu... Gosto de olhar suas fotos, lembro cada traço do seu rosto, o timbre da sua voz, a textura do cabelo, o cheiro que não me vem na mente agora, mas dias atrás senti o seu perfume, e meu coração disparou, parecia que ia sair pela boca.

Os sonhos diminuíram, mas isso não significa que eu deixe de pensar em você todos os dias, e quando eles vem durante meu sono, me esforço pra não acordar nunca, e quando acordo, incrivelmente estou mais feliz.

Passar sempre no mesmo lugar é torturante, é cruel, quase sempre fecho os olhos ou viro o rosto, tento pensar em outras coisas, se estou dirigindo acelero o carro, afinal, foi ali que você foi embora, e eu não queria que você fosse...

Já faz quase um ano, todo mundo me diz que o tempo ameniza, cura feridas, mas não essas, não essas necroses profundas de quem teve um coração arrancado e feito em mil pedaços, e nem diminuem a sensação de solidão e abandono. Eu não vou por Deus no meio disso, eu sei qual foi o erro e quem errou, você me perdoa? Eu queria ver você na minha frente agora, dizendo que sim, e que vai me perdoar sempre que eu fizer alguma coisa errada, me reprimindo, e me consolando, e sorrindo.

Eu queria poder te tocar só mais uma vez, passar a mão de leve no seu rosto, sentir tua mão nos meus cabelos. Queria nos dias de frio poder deitar no teu peito quente e me sentir protegida pelos teus braços, queria ouvir a tua língua presa e os teus nanananão, gostava quando me chamava de fafe e me contava da sua família, teus olhos sempre brilhavam quando falava na pequeninha. Eu queria um abraço, eu queria ouvir só um pouquinho você falar, queria o teu cheiro, queria tuas blusas nos dias de frio, eu queria ter mais um tempo pra mostrar tudo que eu queria mostrar pra você, eu queria você, aqui, agora, pra sempre... ;\

Tua última foto, da nossa última noite, que saudade...


domingo, 7 de agosto de 2011

Amizade em preto e branco


Mas agora, gosto da sua sinceridade, gosto do que temos, e adoro a confiança que criou em mim, gosto da forma que arruma o cabelo, e fico triste quando você está triste. Gosto de como dirige, e do jeito que pronuncia meu nome, ou quando me chama de menina. Acho incrível quando demonstra não ter ciúmes, e gosto quando me conta coisas que gostaria de contar e não sabe pra quem. Amo as suas ironias, que você fala só pra irritar, e adoro quando me chama por tonga ou idiota. E fico louca cada vez que larga sua forma de sentir, ela é simples, ela é verdadeira, ela não causa repulsa, ela é apaixonante, mas sem paixão, ela é tão sua que talvez eu nem saiba explicar, é isso, eu não sei explicar... Quando estou na sua presença, sou tão você que nem sinto mais como eu, e gosto disso, gosto de não sentir necessidade de posse, adoro a liberdade que temos, gosto de quererr me apaixonar e não fazer, porque você também não faria. Gosto tanto de você, alguns nomeariam isso de amizade colorida, mas não, a nossa vai ser quase sempre em preto e branco! (L)

terça-feira, 26 de julho de 2011

Quando volta


Quando volta trás consigo o pulsar mais forte de um coração dilacerado, cheio de mágoas e ódio, mas disposto a perdoar cada vez que se encontra com os olhos verdes e os cabelos escuros. Trás a tona um emaranhado de lembranças nem tão boas assim, mas as primeiras, as primeiras e eternas lembranças de um primeiro amor, avassalador e intenso. Quando volta trás fraquezas, trás o medo e a insegurança de uma menina aprendendo sobre a vida, trás a solidão das noites de sábado, e trás as mesmas lágrimas que enchiam os olhos há alguns cinco anos atrás. Quando volta trás a lembrança mágica do primeiro beijo. Trás a inocência de quem ia contra tudo e todos por acreditar ser o que se queria pra vida inteira.

O passado não devia mexer assim com as pessoas, o passado nem devia voltar, devia ficar sempre enterrado ou esquecido onde foi deixado, devia ser como se nunca tivesse existido, mas quando é intenso demais não pode simplesmente ser ignorado, faz até sentir que nunca foi passado, mas sim sempre presente, acho que isso é coisa de pra sempre na minha vida, ou amor meu grande amor, que na real, não é nada mais que saudade.



"Recaídas de amor vem e vão por você, eu nunca te esqueci..."

domingo, 24 de julho de 2011

Ao meu lado


Alguém pra acariciar cada cicatriz do meu corpo, interessado nas histórias de cada uma delas, prestando atenção no meu primeiro tombo de bicicleta, nas quantas vezes que caí de um cavalo ou de uma árvore e nas vezes que enrosquei em um prego. Alguém pra beijar minhas estrias e achá-las peculiares, quem sabe lindas, pelo simples fato de serem minhas. Que olhe meu cabelo despenteado e me chame de leãozinho, e logo em seguida os puxe para que me dê uma mordida de leve no queixo. Que veja em cada marca do meu tempo um benefício, e que encontre nas minhas singularidades uma diferença, porque sabe que odeio mesmices. Que não acredite em tudo que eu digo, porque sabe que as vezes eu blefo, mas que saiba exatamente quando não deve duvidar de uma palavra. Que veja beleza na vida, sem mistificação, só vida, que já se torna mística demais apenas por estar ao meu lado.

sábado, 16 de julho de 2011

Santa hipocrisia.

Não, Deus não está em primeiro lugar na minha vida, enfia a sua corrente pra mostrar o quanto Deus me ama no cu, pregue a palavra dele em outra parede, NÃO NA MINHA! Não tente me mostrar que Deus existe na beleza de uma flor ou nos lindos rios e lagos, que eu vou te mostrar que ele não existe, ou simplesmente não se importa, na morte de milhares de crianças de frio e fome, e na desunião de tantos lares, nas guerras e violência. Deus não é o benevolente? Onipotente? Que tudo sabe, tudo vê e tudo escreve? O que escreve certo por linhas tortas? Bobagem! Se fosse tão bom assim não aconteceriam nesse mundo tantas barbaridades, e certeza que escreveria histórias mais alegres para a vida das pessoas. E não me venham culpar aos homens pra livrar a cara de Deus porque de acordo com a bíblia, ele pode tudo, então poderia consertar as cagadas de cada ser que ele mesmo criou... Ah mas daí quando ele cansa da maldade do mundo dos homens, ele manda Noé juntar alguns casais de bichinhos e a família dele, construir uma arca, e manda um dilúvio pra fazer uma limpa na sujeira... Que siiiiiiiiiiiiimples!

O que mais me revolta é essa fé cega que as pessoas tem em acreditar que tudo foi porque Deus quis, deu errado? Deus quis assim, mas ele vai me dar algo melhor, até Bob Marley disse um dia "Deus nunca vai tirar nada de você sem te dar algo muito melhor." To esperando... Ah que bom então, eu vou sentar aqui na minha cama, com meu computador no colo e ficar aguardando Deus me dar algo bom, porque afinal, ele escreveu uma vida maravilhosa pra todas as pessoas que ele ama, até para as que não acreditam nele, afinal, ele perdoou até os assasinos de seu próprio filho, quanta bondade.

Não venham justificar nada com essa desculpa de Deus, isso é mania de quem não gosta de pensar, é muito mais fácil simplesmente acreditar que Deus quis assim, do que aceitar todas as cagadas presentes na nossa vida, e achar um culpado pra elas.

Deus não é bom como todos dizem, ele simplesmente não se importa, é como se você tivesse uma fazenda de formigas, com milhões delas, você seria Deus, você construiu, você povoou, mas você se importa com cada uma delas? Você nem se quer sabe quantas delas existem, e quem são. Somos só isso, formigas para diversão divina. Então, não me venham com desculpas de Deus sabe o que é melhor, porque eu vou mandar você engolir suas palavras, ou enfiar de novo no cu, porque isso é só merda.

segunda-feira, 11 de julho de 2011

Dos erros que eu não me arrependo


Perceber que no meio da madrugada você se encontra, bêbada, sozinha, em algum canto escuro com a meia calça rasgada, talvez seja o ápice da decadência para alguma menina que tenha uma reputação a zelar. Pra mim é só o começo. É o começo de toda a podridão que eu sou capaz de fazer com a minha vida. Algumas coisas simplesmente não tem motivo, eu só quis estar ali, tomando minha cerveja e pensando em qual parte eu tinha errado, não só naquela noite, mas em todas as outras. E talvez procurando formas de tentar acertar, mas acertar nem sempre é bom, errar além de legal, é engraçado. Eu quis ficar triste por alguns momentos, eu quis pensar na última noite que eu estive naquele lugar e chorar, mas meu estado alcoólico era tamanho que nem isso eu me permitia, eu nem me permitia pensar, eu quis ter raiva, mas aquilo era insignificante demais pra ocasionar esse sentimento tão intenso, eu tenho coisas bem mais importantes pra odiar.

Talvez eu não queira ter esse sentimento latente dentro de mim, porque dessa forma eu me culparia , e teria que me dar ao trabalho de sentir pena de si mesma, não sou digna de pena, sou responsável pelos meus atos irresponsáveis e não penso nunca nas consequências, algumas belas consequências históricas, e outras que me cortam o coração até hoje...

Também não vou me dar ao trabalho de me revoltar pela forma que as pessoas me olham, se eu agir como uma vadia, vou ser tratada como tal, mas eu sei o que eu sou, e eu faço o que eu quero, quando eu quero, indiferente das suas opiniões e julgamentos, ninguém sente igual a mim, se sentissem, não julgariam.

sábado, 9 de julho de 2011

Velhos, porém eternos


Enquanto eu ouvia Raul Seixas, Legião Urbana, Oswaldo Montenegro, Zé Ramalho, Engenheiros, eu me dava conta da sorte que a juventude de hoje usufrui, por possuirem idéias tão prontas e mastigadas, e lógicas. E também percebia a burrice de muitos terem como ídolos reestart e lady gaga. Não entendo absolutamente nada de música, mas ainda assim fico indignada de como a batida da música pode ser mais fundamental que a letra, e também da forma com que a maioria ignora o patriotismo de Renato Russo e a coragem de Raul.

Faço apologia sim! Ouçam letras, ouçam idéias, ouçam amores, ouçam significados! Façam deles as suas idéias, abracem alguma causa e não vivam de rótulos e modismo.

QUE PAÍS É ESSE? Onde a corrupção toma conta. E PRA AUMENTAR O MEU TÉDIO EU NEM POSSO OLHAR PRO PRÉDIO QUE EU AJUDEI A FAZER. Desigualdades sociais, necessidades sendo encobertas por novelas e criminalidade. EU NASCI A DEZ MIL ANOS ATRÁS, eu nasci, e vi todas as barbaridades do mundo, e eu sei demais... SE PUDER SEM MEDO, dê valor aos sentimentos, eles são passageiros, porém intensos. CAMPOS DESERTOS QUE NÃO GERAM PÃO, ONDE A GANÂNCIA ANDA DE RÉDEAS SOLTAS, onde o dinheiro está acima de tudo e todos, onde o homem não significa nada, onde a fome, a falta de educação e dignidade não faz diferença nenhuma.

Ouçam lady gaga, onde a POKER FACE é a resposta pra tudo, onde a indiferença é parte do dia a dia do ser humano, e nada tem significado, e o BAD ROMANCE é o fim da existência. Ouçam reestart, o qual vê o fim da vida no fim de algum namoro de uma criança de 13 anos, incentivem isso, e afirmem que tudo acaba ali , leve consigo pro resto da vida o amor infantil, e não viva nada além de que for em função daquilo!

Não peço que sejam comunistas ou que acreditem na sociedade alternativa, nem eu mesma acredito, porém curto a idéia, mas pensem um pouco mais nas baboseiras que consideram tão importantes. E levando em conta a hipocrisia da bandeira do Brasil, ORDEM E PROGRESSO, onde ordem não há nenhuma, e progresso, menos ainda...

quarta-feira, 6 de julho de 2011

Crie minhas ilusões


Apareça em minha casa perto da madrugada, sente e converse, como quem já visita aquilo há anos, sinta-se bem, tire a jaqueta e erga os pés no sofá, fique próximo e transmita confiança, conte histórias e me faça rir, também ria das minhas piadas, fique em silêncio olhando o nada, pensando em tudo, e no intervalo, só beije-me.

Agarre meus cabelos, arrepie os pelos dos meus braços e da minha nuca, beije minha orelha e meu pescoço, tenha olhos só pra mim, olhos de ressaca, profundos, que me observam com paixão e desejo, deixe-me vermelha, brinque com essa reação. Me abrace forte e puxe para perto. Acaricie minha pele e brinque com meus caracóis, diga-me o quão fundamental é o carinho, e como gosta do cheiro do meu perfume. Depois, deite em meu peito e deixe os olhos fechados, não ligo que sua respiração esteja alta nem se algum ronco sair de sua garganta, só fique ali, enquanto eu zelo por seu sono e gravo cada traço do seu rosto. Depois acorde quando eu rir e te chamar, ria também mas continue ali. Me faça cócegas, deixe-me fazê-las em ti também, me prometa coisas que não irá cumprir, me conte sobre seus amigos e suas vontades, faça planos para o futuro e me inclua em alguns deles, depois, beije-me novamente, levante e vá embora, com a promessa de voltar amanhã.

Mova céus e terras para conseguires o que queres, entre em mentes e sonhos, destrua-os, dilacere corações como quem destrói vidro, para posteriormente reergueres um ego fraco e prepotente, porém lindo. Minta. Traga falsas expectativas. Me deixe esperando horas e não apareça, combine, crie farsas. Me ignore e me decepcione, mas não me deixe te odiar, por favor... :\

sexta-feira, 1 de julho de 2011

Nossa precocidade.

Quando eu tinha quinze anos, eu escrevia textos e textos de como era horrível a minha vida solitária, ou sobre como eu estava revoltada com os homens, escrevia sobre o amor e o ódio, como se eu entendesse sobre tudo aquilo com a maior convicção, era quase uma especialista no assunto. Meu Deus, eu deveria estar costurando roupas para as minhas barbies ou correndo atrás de uma bola. Eu recebo comunidades, leio perfis, paixões, vejo fotos e depoimentos, vejo crianças se amassando, e fico perplexa com toda essa precocidade, as vezes é até engraçado você ver certas coisas, mas em algumas vezes as consequencias são drásticas. Sexta série, menina de doze anos, grávida. Oitava série, quatorze anos, a garota foge com o namorado deixando tudo para trás, isso é fato, acontecimentos izabelenses. E tem gente que ainda enxerga romantismo nisso... Doze anos. DOZE ANOS. Uma criança cuidando da outra, e piadas a parte, poderão brincar de casinha juntas, ou mãe e filha, literalmente. Quanta maldade! Com dez anos ainda era uma incógnita pra mim de onde vinham os bebês, e se para essa menina as coisas foram dessa forma, doze anos é extremamente cedo pra, na prática, descobrir, não falo apenas pelo fato dela engravidar, mas em todos os aspectos.

Eu sou a pessoa mais errada e torta pra falar alguma coisa, porque vivi toda a minha infância e pré adolescencia atrás de pequenos grandes amores, me arrependo disso, mas na época, eu não tive opções, apenas aconteciam... A traição talvez magoasse mais e fosse mais séria do que é agora, e tendo por base esses acontecimentos, me tornei uma criança vingativa, egoísta, gananciosa e falsa, quantas qualidades, não? Talvez seja típico da idade acreditar que você é o centro do mundo e as pessoas devem te entender, mas elas não tem obrigação nenhuma de aceitar as suas peraltisses. Os amores vão passar, e mesmo que durem, você vai querer encontrar outros, ou não encontrar nada.

Ou quem sabe eu esteja enganada, e os verdadeiros amores acontecem mesmo aos doze ou treze anos, porque você não espera nada além de carinho, respeito e compreensão da pessoa que você tem ao seu lado, só que essas coisas desses apaixonados não deveriam se misturar com as coisas dos apaixonados mais velhos, a ternura deveria ainda estar no pegar na mão e passear juntos, receber flores e adorar surpresas, vejam só, meu eu romântico se revelando... Com isso, mais uma vez eu chego a conclusão quer ser criança é melhor, até pra se apaixonar.

MENINAS, NÃO TENHAM PRESSA PRA CRESCER!


quarta-feira, 22 de junho de 2011

Os "Jãos" da minha história.


Eu estava olhando o ensaio do casamento caipira dos meus alunos hoje, a história da Maria Fror De Maracujá e do Jão Lutero Jatobá, e por mais engraçado que fosse, meus olhos encheram de lágrimas e eu quis chorar, não porque era lindo ou romântico, ou porque aquelas crianças são umas fofas e amadas, mas porque toda aquela história tosca se identificava fielmente com os últimos acontecimentos da minha vida, e pra falar a verdade, uma vida comparada a um casamento caipira ou novela mexicana simplesmente não dá!

A história do casal era basicamente Maria Flor De Maracujá iludida, Jão em duvida na hora do casamento, a ex aparece com as crianças, causa aqueles desconforto, Jão fica apavorado e com medo, Maria desesperada, mas no fim acaba tudo bem porque os filhos nem eram dele, descobriram isso porque sempre tem alguém pra contar a verdade, o Jão se safa, mas continua na duvida, mas casa mesmo assim, porque o Seu Didi mata ele se largar Maria. E é assim mesmo que funciona, mas meu pai não é nenhum seu Didi, e poucas vezes as pessoas interferem pra contar a verdade. Devo rir? Claro que devo, nada melhor que autotiraçãodesarro, palavra nova, ok?

Parei pra pensar quantos Jãos eu ja tive, não deu pra contar, foram simplesmente todos :S
Fiquei lembrando das vezes que fui Maria, e quem foram meus jãos, quem foram as ex namoradas e os bacuris, e das vezes que eu mesma fui a ex interrompendo o casamento. Me senti mais mal ainda por saber que por algumas vezes atrapalhei a vida das pessoas, malvada malvada, malvada, e nunca me dei bem por isso, mas também nunca tive um final feliz sendo a Maria, como no casamento caipira UASHUAHUSUS. E pensando bem agora, o único que tira um proveito desgraçado disso tudo é o dito cujo Jão, porque se não está com uma, está com outra, bah Jão... inveja de ser tão articulado como você, várias opções aiushsiuhsahuias.

Mas Jão, eu sempre pensei que deveríamos fazer o melhor pra nós mesmos, talvez não o melhor, mas a nossa vontade, ainda penso, mas só que agora está acoplado à parte de não prejudicar ninguém. Parabéns por agir da forma incorreta que te fazia feliz, parabéns pela coragem, e digo mais, a sua atitude não mudou a minha vida, mas magoou bastante, obrigada pelo respeito que demonstrou, e obrigado por ter vindo se desculpar, mostra a tamanha consideração que você NÃO tem pela Maria.

Jãos, eu quero que vocês se fodam! :D

quarta-feira, 15 de junho de 2011

Para sempre!

"Em algum lugar do tempo nós ainda estamos juntos, pra sempre, pra sempre ficaremos juntos!"


As consequências das nossas escolhas muitas vezes tomam um rumo diferente do esperado. Eu paro todo dia pra imaginar como seria se você ainda estivesse aqui, as vezes até penso que a vida poderia ser uma questão alternativa, que pudéssemos escolher a certa ou a errada, e mesmo que fosse assim, eu errei, nós erramos, mas querendo acertar... Como pensar que a busca pela felicidade fosse assim tão cruel? Eu não quero falar em destino, não acredito que isso pudesse estar previsto, as coisas fugiram do controle por um momento e veja o que aconteceu, escolhemos o caminho mais errado que podíamos escolher, e a culpa é minha, eu só pensei em estar contigo por mais alguns momentos, mas não imaginava que pudessem ser os últimos... Sempre pensei comigo mesma, que se algum dia eu perdesse alguém, era você quem eu ia querer ao meu lado, pra me apoiar e ficar ali comigo, porque você me dava força, não sei se eu tinha mais alguém, mas eu queria só você. E quando eu não te encontrei eu me senti a pessoa mais sozinha, como alguém no escuro, sem enxergar nada a frente, como se o futuro parasse ali, e fosse embora junto com você. Fazem dez meses hoje, e não fazem, como eu escrevi ali no início, em algum lugar no tempo nós ainda estamos juntos, e pra mim, esse lugar é vendo o sol nascer naquela manhã, pra gente nunca mais se separar... eu te amo, sinto tua falta.

sexta-feira, 10 de junho de 2011

Dia dos Namorados


Por anos passei agourando essa data, como aquelas velhas amargas que terminam a vida sozinhas com mais ou menos trinta e dois gatos, afirmando que o amor só causa sofrimento e desgraça. Mas esse ano é diferente, aquela paixão do mês de junho tomando conta do coração das pessoas, os sorrisos deslumbrantes com brilho nos olhos, abraços, beijos, cartões e flores, o encantamento, a satisfação dos enamorados em dar e receber presentes, que simbolizam bem mais que um objeto, simbolizam a paixão e o carinho, o respeito e a aceitação, simbolizam toda a energia positiva que podemos desejar para alguém. Esse dia parece ser o único em que a paixão não se torna mesquinha e egoísta, é uma data em que as pessoas se doam inteiramente, corpo, alma, e falta de ar. É a data que consegue deixar tudo romântico, tudo vermelho, com corações soltos pelo ar. E por mais que eu não tenha ninguém a quem dividir essa data, ela trás felicidade, que acaba contagiando até as pessoas mais arrelias. FELIZ DIA DOS NAMORADOS PESSOAR! ;D

Um nada por outro nada,




Ficar bem nem sempre deixa outras opções . É estranho quando as coisas simplesmente têm de terminar . É o estágio onde todos os sentimentos já evoluíram para um nada . É o nada que você optou para parar de sentir dor . No início você briga, chora, faz drama mexicano . Então percebe que é cansativo demais manter esse jeito de levar as coisas . Acostuma-se ... Não que pare de doer, mas que cai no seu entendimento que às vezes perdemos algo e não há solução . No fim você coloca um sorriso no rosto e finge que é sincero, até que a vida o faça realmente ser . Talvez os amores eternos sejam amenos e os intensos, passageiros . É isso .

(Caio F. de Abreu)

domingo, 29 de maio de 2011

Decepcionadamente decepcionante...


Decepções fogem do controle humano, alegrias também, estranho é o pico entre um e outro, como se fosse um gráfico, onde marca-se o ápice da alegria, o qual despenca subitamente entre desespero e aflição, até chegar ao zero, no qual encontra-se apenas o martírio da decepção, e as lamurias de quem não pode mover um dedo para mudar o tempo.

O tempo destruiu os sonhos de uma criança grande, a ternura do lugar preferido transformando-se em perplexidade, os lugares mais lindos tornaram-se feios, porém ainda agradáveis, mas ainda não é o bastante, o necessário é sentir-se como aquela época, não apenas bem... O necessário é a magia do céu azul e o sol iluminando as madeixas, o vento tocando o rosto como carinho de mãe em um filho que acabou de nascer, a água tocando os pés e o cheiro da grama, o barulho do silêncio, o nada cheio de tudo que você mais preza...

Um passo após o outro, uma respiração acelerada e o coração disparado, cercas destruídas e paredes caídas, nem o chão está mais ali, tudo igual, e tudo diferente, os acessos não são mais os mesmos, as pessoas não são mais as mesmas, você também não é mais o mesmo, justamente por isso voltou até ali, recuperar quem sabe o resto de esperança que a infância lhe proporcionava, porque aquilo era seu, só seu, e ainda assim conseguiram destruir, conseguiram acabar com tudo, conseguiram provar pra você que tudo aquilo que você mais acreditava já não existe, e que o indestrutível pode ser destruído, logo isso que jamais poderia ser tirado de alguém... Mania boba de esperança, quem sabe eu encontraria algo que ainda fizesse parte de tudo isso, era quase uma vontade incontrolável de correr para procurar, quilômetros pareciam centímetros de tão próximos, e nada, as laranjeiras não tinham mais frutas e o rio também já estava seco, nada ali era mais meu, o pouco de meu que deveria ainda estar ali também já tinha sido levado embora...

quinta-feira, 26 de maio de 2011

Respeito, é pedir muito?

Mas não tem revolta não, eu só quero que você se encontre. Ter saudade até que é bom, é melhor que caminhar vazio. A esperança é um dom que eu tenho em mim! Não tem desespero não, você me ensinou milhões de coisas. Tenho um sonho em minhas mãos, amanhã será um novo dia, e certamente eu vou ser MAIS FELIZ! Peninha


Talvez, pensando assim, uma hora a vida dê uma reviravolta e traga algo bom, é inevitável ficar triste, mas eu não quero mais me revoltar, deveria estar acostumada, agora eu penso se a esperança é mesmo um dom, porque é ela que me faz acreditar que alguém tenha a mesma consideração e respeito que eu tenho pelas pessoas, isso que magoa tanto... Acreditar que alguém se importa... Acreditar que alguém trataria uma pessoa como gostaria de ser tratado, mas isso é bléfe, ninguém faz isso... =\

Caminhar vazio, ou cheia de tristezas e saudades? queria alguém pra me abraçar e dizer que eu sou importante e que tudo irá ficar bem, queria um peito quente pra mim deitar, mas nenhum peito quente vale realmente a pena, nenhum peito quente vale um colo, nenhum peito quente vale um sentimento...

E apesar de todo o mal que as pessoas possam fazer pra mim, eu não me importo, perdoo mesmo, não guardo magoas, não quero guardar, esse altruísmo é o que me deixa um pouco de paz nesse mundo caótico, quem sabe algum dia eu encontre alguém como eu, que se preocupe mais com os outros do que com si mesmo, pra se preocupar comigo, e eu com ele... (esperança de novo, porra).

sábado, 7 de maio de 2011

Mãos Dadas


Gesto de ternura e compreensão, o melhor gesto, de sinceridade e respeito, você abraça e beija quem você não ama, mas você só segura a mão de quem realmente se importa, seja de um amigo em uma hora ruim, da namorada para que seu afeto seja demonstrado, de um irmão em sinal de companheirismo, ou só por vontade de segurar a mão daquela pessoa que você se importa tanto.

domingo, 24 de abril de 2011

Faça eles se perguntarem porque ainda está sorrindo.


Faça eles acreditarem que você realmente não se importa, e que aquilo jamais fará diferença no seu dia a dia, faça que já se acostumou a ser decepcionada e por isso não se apega a ninguém, faça que a sua vontade de lhe dar um soco bem no meio da cara não existe, e mostre os dentes, como quem curte a madrugada pelo simples fato dela existir, mostre que não precisa de ninguém pra ter diversão, mostre que alguns passos inventados em uma música ruim já são o ápice na sua noite, não olhe, ele não está ali, não sinta, não chore, não fique triste e não tenha raiva, deixe isso pra quando ninguém estiver olhando, abrace as amigas tristes e dê forças a elas, por mais que seu peito esteja ferido e o coração dilacerado, esqueça amores mal resolvidos, esqueça as notas ruins na faculdade, esqueça os problemas em casa. Faça todos se perguntarem porque apesar de tudo correr de mal a pior na sua vida, você ainda sorri...

domingo, 17 de abril de 2011

Vida segundo Charles Chaplin.


A coisa mais injusta sobre a vida é a maneira como ela termina. Eu acho que o verdadeiro ciclo da vida está todo de trás pra frente. Nós deveríamos morrer primeiro, nos livrar logo disso. Daí viver num asilo, até ser chutado pra fora de lá por estar muito novo. Ganhar um relógio de ouro e ir trabalhar. Então você trabalha 40 anos até ficar novo o bastante pra poder aproveitar sua aposentadoria. Aí você curte tudo, bebe bastante álcool, faz festas e se prepara para a faculdade. Você vai para colégio, tem várias namoradas, vira criança, não tem nenhuma responsabilidade, se torna um bebezinho de colo, volta pro útero da mãe, passa seus últimos nove meses de vida flutuando. E termina tudo com um ótimo orgasmo! Não seria perfeito?

Charles Chaplin

quarta-feira, 23 de março de 2011

O que é a morte?

Pra mim é o completo descontrole da vida, pra que tudo se a gente nunca sabe qual vai ser o fim? Uma costela perfurando o pulmão, uma bala perdida, uma hoverdose, um acidente de carro... O corpo se decompondo, apodrecendo, se desintegrando, com vermes por tudo aquilo que você tanto prezava... E o que sobra? Lembranças? Recordações? Pensamentos? Quem sabe uma alma? Que sofre? Que está em paz? Que não existe?

A gente observa a morte e repensa a vida... O que você fez que realmente valeu a pena? Ou sua vida toda sempre girou em torno de nada? O que eu ainda quero fazer? Vou ter tempo? Vai doer? Como vai ser?

A morte ronda a vida a todo o momento, o passar dos anos e o padecer do corpo, as fatalidades, as doenças, a vida se apagando como uma vela já sem oxigênio pra continuar queimando, como pingos no fim da chuva, ou a última folha a cair no outono, o último pássaro a migrar ao sul, o último suspiro, o último minuto, segundo, a última piscada, as mãos fracas, o corpo pesado, a última palavra, o medo...


Eu sei que determinada rua que eu já passei
Não tornará a ouvir o som dos meus passos.
Tem uma revista que eu guardo há muitos anos
E que nunca mais eu vou abrir.
Cada vez que eu me despeço de uma pessoa
Pode ser que essa pessoa esteja me vendo pela última vez
A morte, surda, caminha ao meu lado
E eu não sei em que esquina ela vai me beijar

Com que rosto ela virá?
Será que ela vai deixar eu acabar o que eu tenho que fazer?
Ou será que ela vai me pegar no meio do copo de uísque?
Na música que eu deixei para compor amanhã?
Será que ela vai esperar eu apagar o cigarro no cinzeiro?
Virá antes de eu encontrar a mulher, a mulher que me foi destinada,
E que está em algum lugar me esperando
Embora eu ainda não a conheça?

Vou te encontrar vestida de cetim,
Pois em qualquer lugar esperas só por mim
E no teu beijo provar o gosto estranho
Que eu quero e não desejo,mas tenho que encontrar
Vem, mas demore a chegar.
Eu te detesto e amo morte, morte, morte
Que talvez seja o segredo desta vida
Morte, morte, morte que talvez seja o segredo desta vida

Qual será a forma da minha morte?
Uma das tantas coisas que eu não escolhi na vida.
Existem tantas... Um acidente de carro.
O coração que se recusa abater no próximo minuto,
A anestesia mal aplicada,
A vida mal vivida, a ferida mal curada, a dor já envelhecida
O câncer já espalhado e ainda escondido, ou até, quem sabe,
Um escorregão idiota, num dia de sol, a cabeça no meio-fio...

Oh morte, tu que és tão forte,
Que matas o gato, o rato e o homem.
Vista-se com a tua mais bela roupa quando vieres me buscar
Que meu corpo seja cremado e que minhas cinzas alimentem a erva
E que a erva alimente outro homem como eu
Porque eu continuarei neste homem,
Nos meus filhos, na palavra rude
Que eu disse para alguém que não gostava
E até no uísque que eu não terminei de beber aquela noite...

Vou te encontrar vestida de cetim,
Pois em qualquer lugar esperas só por mim
E no teu beijo provar o gosto estranho que eu quero e não desejo,mas tenho que encontrar
Vem, mas demore a chegar.
Eu te detesto e amo morte, morte, morte
Que talvez seja o segredo desta vida
Morte, morte, morte que talvez seja o segredo desta vida
Raul Santos Seixas

terça-feira, 22 de março de 2011

Morte, piada pronta.


Assisti a algumas imagens do velório do Bussunda, quando os colegas do

Casseta & Planeta deram seus depoimentos. Parecia que a qualquer instante
iria estourar uma piada. Estava tudo sério demais, faltava a esculhambação,
a zombaria, a desestruturação da cena. Mas nada acontecia ali de risível,
era só dor e perplexidade, que é mesmo o que causa em todos os que ficam. A
verdade é que não havia nada a acrescentar no roteiro: a morte, por si só, é
uma piada pronta. Morrer é ridículo.

A morte, por si só, é uma piada pronta.
Morrer é ridículo. Você combinou de jantar com a namorada, está em pleno tratamento dentário, tem planos pra semana que vem, precisa autenticar um documento em cartório, colocar gasolina no carro e no meio da tarde morre. Como assim? E os e-mails que você ainda não abriu, o livro que ficou pela metade, o telefonema que você prometeu dar à tardinha para um cliente?


Não sei de onde tiraram esta idéia: MORRER!!! A troco? Você passou mais de 10 anos da sua vida dentro de um colégio estudando fórmulas químicas que não serviriam pra nada, mas se manteve lá, fez as provas, foi em frente. Praticou muita educação física, quase perdeu o fôlego, mas não desistiu. Passou madrugadas sem dormir para estudar pro vestibular mesmo sem ter certeza do que gostaria de fazer da vida, cheio de dúvidas quanto à profissão escolhida, mas era hora de decidir, então decidiu, e mais uma vez foi em frente... De uma hora pra outra, tudo isso termina numa colisão na freeway, uma artéria entupida, num disparo feito por um delinqüente que gostou do seu tênis. Qual é? Morrer é um chiste. Obriga você a sair no melhor da festa sem se despedir de ninguém, sem ter dançado com a garota mais linda, sem ter tido tempo de ouvir outra vez sua música preferida.

Você deixou em casa suas camisas penduradas nos cabides, sua toalha úmida no varal, e
penduradas também algumas contas. Os outros vão ser obrigados a arrumar suas tralhas, a mexer nas suas gavetas, a apagar as pistas que você deixou durante uma vida inteira. Logo você, que sempre dizia: das minhas coisas cuido eu. Que pegadinha macabra: você sai sem tomar café e talvez não almoce, caminha por uma rua e talvez não chegue na próxima esquina, começa a falar e talvez não conclua o que pretende dizer. Não faz exames médicos, fuma dois maços por dia, bebe de tudo, curte costelas gordas e mulheres magras e morre num sábado de manhã. Isso é para ser levado a sério? Tendo mais de cem anos de idade, vá lá, o sono eterno pode ser bem-vindo. Já não há mesmo muito a fazer, o corpo não acompanha a mente, e a mente também já rateia, sem falar que há quase nada guardado nas gavetas. Ok, hora de descansar em paz. Mas antes de viver tudo? Morrer cedo é uma transgressão, desfaz a ordem natural das coisas. Morrer é um exagero. E, como se sabe, o exagero é a matéria-prima das piadas. Só que esta não tem graça...



Pedro Bial.

domingo, 20 de março de 2011

Inevitável...

Acho que a maioria das pessoas conhece a história do Edward mãos de tesouras, mas o foco é dado pela paixão dele pela filha da mulher que o abriga em sua casa, a concretização do seu amor e a impossibilidade de ficarem juntos, junto com a inaceitação da garota por possivelmente estar apaixonada por um ser diferente e estranho que apareceu em sua vida. Mas mesmo assim, nunca deixando de cuidar de Edward e transmitir a ele carinho e compreensão. Sendo quase inevitável se apaixonar...

Muitas coisas nessa vida a gente não pode evitar, se apaixonar não devia ser assim... Ainda mais quando não se sente o mesmo que a gente, eu sempre achei que sofrer era opcional, demonstrar o sofrimento talvez seja, mas sempre bate uma pontinha de ciumes e tristeza, raiva também... Aquela vontade de poder movimentar a vida com um dedo, comandar o coração com cerveja e cigarros, e quando ele me abraça... ahhh meu mundo para e eu queria ficar ali pela eternidade.

"Te quero tanto, se ao menos você soubesse" se você soubesse, acho que ia querer o mesmo que eu... Pensando bem, soubesse não, se você sentisse... a vida não se resume em sexo com pessoas desconhecidas, queria ter alguém pra apegar e ter uma certeza, mas todos temos um passado, e o meu não é uma propaganda para namoro.

Antes de qualquer medo, de não beijar você, não abraçar você, não falar com você, o maior de todos é não ter você por perto, em todos os sentidos... E a minha vontade é te cuidar, te ver sempre bem e feliz, te ver seguro, poder te xingar quando você faz merda, e abrir teus olhos sobre as tuas atitudes erradas, fazer as coisas pra te agradar, e ver um sorriso idiota nessa cara de bobo.

Esse teu jeito infantil me deslumbra, a forma com que chora sem ao menos se importar se te olham ou não, tem dias, que eu queria ter uma mãozinha mágica pra mudar a sua vida e tirar esses seus problemas, pra você não precisar mais chorar, nem ficar triste. Eu queria ter muita coisa contigo, mas to me contentando muito com a tua amizade, que ta sendo especial demais pra mim...

(L)

sexta-feira, 18 de março de 2011

Dias melhores...


Vivemos esperando dias melhores, dias de paz, dias a mais, dias que não deixaremos para trás... Vivemos esperando o dia em que seremos melhores, melhores no amor, melhores na dor, melhores em tudo... Vivemos esperando o dia em que seremos. Vivemos esperando dias melhores pra sempre!

J.Quest

domingo, 13 de março de 2011

Maldito Coração.

Eu sou uma pessoa egoísta e mesquinha, e não possuo direito de atrasar ou atrapalhar a vida de alguém por um capricho meu, as outras pessoas também possuem prioridades, que talvez sejam bem mais significativas e importantes que as minhas...

Talvez o que eu mais preciso, eu já tenho, o mais significativo e forte já seja meu, mas como toda criança mimada, o que possuímos nunca é o suficiente...

Bendito tempo que nos deu oportunidades de arrepender-se e voltar atrás, mas nem sempre nos damos a chance ou temos a oportunidade de redimir-se, ou será que nem queremos muito isso? Arrependimento pode ser tido como um recomeço, um caminho novo, o e o antigo não será seguido outra vez, ao menos que o egoísmo cegue novamente, o que eu não vou deixar acontecer, porque por mais que eu não acredite no amor, eu sei que me importo muito com as outras pessoas por quem tenho um carinho assim, e prefiro vê-las felizes e tê-las como bons amigos, do que ao meu lado sem significar porra nenhuma.


Te vi chorar, e eu chorei junto, por culpa talvez, remorso, acho que é essa inocência e bondade que mexe tanto com os meus hormônios, essa ternura de criança, que me faz querer chorar agora, me pergunto se é por não te ter, por medo de tê-lo e como sempre ver tudo virar em nada, ou só porque chorou, porque eu odiei ver você chorar...Afinal, amigos se apaixonam as vezes, e tomara que isso não aconteça com você, que nunca me queira, pra mim nunca poder te magoar, e te ter sempre próximo a mim, pra me cuidar, e só ficar junto comigo quando eu realmente precisar... Queria te dar um abraço e dizer obrigada, e pedir desculpas pelas minhas atitudes mesquinhas...

sábado, 12 de março de 2011

Só um pouquinho de ti...


Pouco importa, venha a velhice. O que é a velhice? Teus ombros suportam o mundo e ele não pesa mais que a mão de uma criança. Alguns, achando bárbaro o espetáculo, preferiram (os delicados) morrer. Chegou um tempo em que não adianta morrer, chegou um tempo em que a vida é uma ordem. A vida apenas, sem mistificação. Pois se de tudo fica um pouco, porque não ficaria um pouco de ti? No trem que leva ao norte, no barco, nos anúncios de jornal, um pouco de ti em Londres, um pouco de ti? Na consoante? No poço? Porque és tu. Quem com apenas duas mãos, reproduziria o sentimento do mundo? Quem, com tanta serenidade, ficaria sentado, contemplando um mar de pessoas na calçada? Quem suportaria o frio das madrugadas, ouvindo o som manso das ondas que se quebram, sem poder, ao menos, molhar a barra da calça? Quem deixaria que lhe levassem os óculos uma, duas, ou três vezes, sem perder o foco? Quem seria capaz de morrer de amor, e ainda assim, permanecer imortal? ;/


C. Drummond

quarta-feira, 9 de março de 2011

Só pra te ter por perto...


Talvez amor seja aceitar todas as condições da outra pessoa, sem ela nem mesmo saber que as está impondo a você, quem sabe o amor seja apenas a alegria de ficar próximo, e ao ser tocado, sentir todos os pelos do seu corpo arrepiarem, o coração sair pela boca de tão forte que está batendo, e uma vontade enorme de vomitar de tanto nervosismo... uma sensação tão boa que chega a ser ruim... Ou tão ruim que pode ser boa... É querer ficar acordado só pra olhar dormir, e não querer tocar pra não incomodar, é ter a pessoa tão perto e ao mesmo tempo tão distante, e você não entende o que prevalece mais... Olhar as costas nuas com uma vontade enorme de acariciar e não fazer, sentir a respiração tão perto do seu rosto que você sente o gosto do beijo sem nem mesmo ter feito, sentir frio pra deixa-lo quente, ignorar o ciume pra não ser notado, se contentar com a amizade, que pode ser o amor mais forte do que qualquer outro, e ser feliz por tê-lo ali com você, só perto...

sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011

Experimente me amar!


Me enlouqueça uma vez por mês, me faça uma louca boa, uma louca que ache graça em tudo que rime com louca: touca, boca, roca... Goste de música e de sexo. Goste de um esporte não muito banal. Não invente de querer muitos filhos, me carregar para a missa ou apresentar a família... Isso a gente resolve depois. Me deixe dirigir seu carro, que você adora. Quero ver você nervoso, inquieto... Olhe para outras mulheres, tenha amigos e digam muitas bobagens juntos. Não me conte seus segredos. Me faça massagem nas costas. Não fume, beba, chore, eleja algumas contravenções. Me sequestre... se nada funcionar, experimente me amar!

quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

Eu não gosto.


Não gosto da forma com que as coisas mudam, eu gosto da época que a minha diversão era pegar um cavalo e entrar mato a dentro, sentar na beira de um riacho e imaginar o quão legal seria a minha vida daqui uns anos, mas não era, eu gosto de quando eu me juntava aos cachorros e brincava em um potreiro, dando tiros com uma espingarda de pressão em uma lata velha, que eu nunca errava, porque matar os pássaros não era legal, eu gostava daquela paz, de não ter absolutamente nada com que me preocupar, só olhar aquele céu estrelado e ver as corujas voando, pra chegar em casa e ver minha mãe morta de preocupação por eu ter apenas 13 anos e sair louca atrás do gado, o cavalo a pelo e aquela sensação de liberdade com um amigo que jamais iria me trair. Eu gostava de olhar o capim e imaginar que aquilo nunca ia acabar, de ter a minha casinha na árvore pra chorar nos momentos de desespero, andar por quilometros sem achar nada além da criação e cobras, tirar frutas doces das árvores, correr e imaginar se nada de sobrenatural havia acontecido naquele local, correr e ter a certeza de que aquilo era o que eu queria, acordar as cinco da manhã e ir pra estrebaria ver as vacas, estar sempre suja, pescando lambaris de tarrafa, andar por locais que hoje não passam de soja, milho e trigo, subir em uma carroceria e andar vendo a noite e querendo que aquilo jamais acabe. Queria acordar cedo ouvir o galo cantando, ter as pernas cheias de alergia por pisar em folhas de urtiga, e o pé sujo de lama de onde as vacas pisam, sentir que aquele céu azul era a minha realidade e olhar aquela casa de madeira sabendo que estaria sempre ali pra mim, mas não está... Volta??

quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011

Na verdade longe do principal...

É compreensível que todos temos problemas, e que na maioria das vezes precisamos de ajuda para resolve-los, ou somente de um suporte onde possamos nos escorar nas horas de tristeza e aflição. Não podemos culpar as pessoas pelas nossas aflições, como nós mesmos, elas só estão atrás da própria felicidade e realização.

A felicidade... seria ela a ausência dos problemas, ou o saber lidar com os mesmos? Queria que todo mundo soubesse mesmo lidar com essas pulgas, que a toda hora mordem, incomodam, saltitam e torturam, enfim, enchem o saco...

Hoje eu tento lidar com os problemas dos meus pais, que de acordo com eles, são meus também, porque somos uma família, mas eu não entendo até que ponto o relacionamento deles está sob minha responsabilidade. Adultos, vacinados e talvez, responsáveis. Mas ultimamente, eu tenho sido a responsável por todas as frustrações da minha mãe, porque eu sou uma mentirosa, alcoolatra, irresponsável, que só pensa em si mesma, sair e festar, e o meu pai, eu nunca sei quando ele finge ou fala a verdade, ou quando se importa realmente, ele reconhece erros que nem cometeu só para agradar alguém, admite grosserias que ele nem se esforça pra mudar, só pra não se estressar, ele é frio, e nos momentos de tensão consegue manter uma calma invejável, e consegue enganar as pessoas com uma lábia que eu queria ter pra mim. Todos dizem que possuímos a mesma personalidade, mas me pergunto se sou assim tão centrada pra mim mesma, e tão manipuladora, talvez eu faça sem perceber, e com o tempo, talvez eu aperfeiçoe a técnica. --'

Já minha mãe, altruísta e fácil de enganar, acredita nas pessoas e na bondade delas, e acho que em todos esses vinte e cinco anos de casados, ela ainda não entende essa personalidade do meu pai, acho que é por isso que estão juntos até hoje, amanhã já não sei... Mesmo sem entender, ela se cansou, e meu pai não mede esforços pra me usar, ele me trata como uma criança, e eu vou usufruir disso até que eu possa... Saídas, dinheiro, carro, fale com sua mãe, me ajude. Será que ninguém entende que eu não posso interferir nos problemas e nas decisões deles? Não quero nenhum infeliz por decisões que tomaram se influenciando em mim. "Temos uma filha." Sua filha tem dezenove anos, se forma na faculdade em 2011, e não pretende ficar na barra da saia de vocês dois, ela pretende ter uma vida, uma casa, um salário, e responsabilidade, que de acordo com a minha mãe eu sou completamente incapaz de conseguir isso, é como seis motos em um globo da morte. Ela não pode me comparar com ela mesma, não pode pensar que cometerei os mesmos erros, e não pode basear a minha vida na dela. Já meu pai, ele acredita na minha capacidade, mas também sabe que tenho muito pra amadurecer ainda, e ele quer isso, e quer que eu me vire pra conseguir isso, não sei até que ponto eu gosto ou desgosto disso, talvez receber as coisas de mão beijada fosse mais simples e fácil, ou amadurecer sozinha seria melhor? Juro que eu não sei responder...

Sai de casa terça feira, e pra falar a verdade, não queria ter voltado, mas me preocupo, isso não quer dizer que perdoei todas as ofensas e calunias que foram ditas pra mim, mas pai é pai, mãe é mãe, e um casal é um casal, dessa vez, não quero me meter, não vou.

Família, ê, família, ahh, famíliaaa _|_ :)